
Crônicas sobre o livro “Gente que quero socar a cara”
Menção do nosso Tijolo Restaurante no blog de crônicas Letra Corrida, onde o escritor do blog fala sobre um livro (na verdade um sketchbook) chamado Gente que quero socar a cara, que fica permanentemente no nosso balcão.

Dei com sua existência no balcão do restaurante Tijolo, em Curitiba, o que combinou com a catadura do livro, grosso, título escrito em letras vermelhas e capa dura. Sem ficha catalográfica, prefácio ou sumário, o Socar na cara é só folhas em branco, franqueadas a qualquer um que queira preenchê-las a caneta ou lápis de todos os calibres, vazando cada um a seu modo a bile que o djanho lhes deu. O volume que pude folhear já é o segundo da série, ainda volto lá para escarafunchar o primeiro.
O primeiro é um comentário de uma esposa espinafrando o marido por sua falta de atenção e respeito durante o jantar a dois ali, no próprio Tijolo. Vejo-a entrar no restaurante, flagrar o livro no balcão, sentar-se na mesa com o esposo deselegante, levantar-se quarenta minutos depois — “Vou ao banheiro” –, parar no balcão e lavrar sua indignaçao matrimonial no Socar a cara antes de voltar e terminar a refeição e aquela noite vazia
Eugênio Vinci de Moraes
Mais sobre a crônica em: https://letracorrida.org/2024/12/16/livro-do-ano/